Do lado de lá o sol acordando
Aqui de dentro eu faço poesia
Do lado de lá os homens estão andando
Aqui de dentro só me resta agonia
Do lado de lá eles estão lutando
Aqui de dentro eu quem faço a greve do dia
Do lado de lá tomam café e vendem jornal
Aqui de dentro eu traço minha linha longitudinal
Do lado de lá ideologias ecléticas
Aqui de dentro apenas estrofes herméticas
Do lado de lá, em alguém, tenho um coração fora
Aqui de dentro meu coração chora
Do lado de lá sei que tu estás, mas não sei onde
Aqui de dentro não me acho, o sorriso se esconde
Do lado de lá, como todos, sei que és teu o dia
Aqui de dentro só minha metade faz poesia
''Depois de ter você poetas para quê? Os Deuses? As dúvidas?'' (Adriana Calcanhotto)
sábado, 28 de junho de 2008
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4 comentários:
Liguei hoje no teu celular, mas tava desligado. Quero notícias suas. Estou de férias. E não gostei do que imaginei com esse texto.
Eu posso ter entendido tudo errado. Tomara!
O que nos resta é: Fazer despertar a coragem para atravessar a ponte, e ao chegar do outro lado, resgatar aquele coração que sorri sem se esconder, e brindar ao som de estrofes que falam não mais de meios tristes, mas sim de finais felizes.
Aos que conseguiram essa proeza!
O meu orgulho, minha inveja, e minha admiração!
Amigo, eu nem sei como agradecer a tantos elogios e tanto apoio. De verdade... Venho aqui querer roubar um pouco dos seus textos, mas percebo que o blog ainda anda parado, com tanta coisa maravilhosa acontecendo na vida real.
Desejo que se os motivos forem realmente esses, você aposente esse endereço. Ahaha
Viver menino, morrer poeta.
não matar o menino para não perder a vida da poesia.
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