Do lado de lá o sol acordando
Aqui de dentro eu faço poesia
Do lado de lá os homens estão andando
Aqui de dentro só me resta agonia
Do lado de lá eles estão lutando
Aqui de dentro eu quem faço a greve do dia
Do lado de lá tomam café e vendem jornal
Aqui de dentro eu traço minha linha longitudinal
Do lado de lá ideologias ecléticas
Aqui de dentro apenas estrofes herméticas
Do lado de lá, em alguém, tenho um coração fora
Aqui de dentro meu coração chora
Do lado de lá sei que tu estás, mas não sei onde
Aqui de dentro não me acho, o sorriso se esconde
Do lado de lá, como todos, sei que és teu o dia
Aqui de dentro só minha metade faz poesia
''Depois de ter você poetas para quê? Os Deuses? As dúvidas?'' (Adriana Calcanhotto)
sábado, 28 de junho de 2008
sexta-feira, 30 de maio de 2008
O poeta é...
O poeta é louco
É chucro
É lucro
É pouco
O poeta é nada
É tudo
É imagem
É semelhança
O poeta é criança
É maduro
É viagem
É retorno
O poeta é boêmio
É Buarque
É Jobim
É de Moraes
O poeta é vida
É esperança
É Aparecida
É verossimilhança
O poeta é morte
É hipocondríaco
É cardíaco
É pote
O poeta é musica
É bossa
É blues
É bamba
O poeta é amor
É amigo
É amante
É fingidor
O poeta
é poesia
A poesia
é o poeta
''Oh meu Pai, dá-me o direito de dizer coisas sem sentido, de não ter que ser perfeito, pretérito, sujeito, artigo definido, de me apaixonar todo dia, de ser mais jovem que meu filho, de ir aprendendo com ele a magia de nunca perder o brilho. Virar os dados do destino, de me contradizer, de não ter meta, me reinventar, ser meu próprio Deus...Viver menino, morrer poeta'' (Vander Lee)
É chucro
É lucro
É pouco
O poeta é nada
É tudo
É imagem
É semelhança
O poeta é criança
É maduro
É viagem
É retorno
O poeta é boêmio
É Buarque
É Jobim
É de Moraes
O poeta é vida
É esperança
É Aparecida
É verossimilhança
O poeta é morte
É hipocondríaco
É cardíaco
É pote
O poeta é musica
É bossa
É blues
É bamba
O poeta é amor
É amigo
É amante
É fingidor
O poeta
é poesia
A poesia
é o poeta
''Oh meu Pai, dá-me o direito de dizer coisas sem sentido, de não ter que ser perfeito, pretérito, sujeito, artigo definido, de me apaixonar todo dia, de ser mais jovem que meu filho, de ir aprendendo com ele a magia de nunca perder o brilho. Virar os dados do destino, de me contradizer, de não ter meta, me reinventar, ser meu próprio Deus...Viver menino, morrer poeta'' (Vander Lee)
quinta-feira, 29 de maio de 2008
Matina íntima

Poderia ter sido uma noite comum.
Ele levantou após despertar do sono que precedeu o choro. A madrugada cansou de ser cúmplice de seus sentimentalismos.
Dirigiu-se à frente do espelho, não se reconheceu, envelheceu dez anos em uma só noite. Viu em si um sujeito alegre, porém não sorriu. Os olhos embotados de silencio eram como edemas crônicos que pareciam querer saltar-lhe o pescoço, esganar e trucidar, mesmo que desconfiados.
Mostrou os dentes para o sujeito que mais parecia um gêmeo desconhecido por ele, mas ainda assim não sorriu. Viu a embalagem delgada do tubo que sorria. Se incomodou com dois corpos estranhos em cores distintas, uma fria e outra quente. Não dava pra saber qual era quem. Encarou-os por um tempo, precisava tomar à mão um deles, só não sabia qual.
Pegou o de cor fria, delgou ainda mais o tubo que já desmanchava o sorriso, calou em meio a espuma, a água e a saliva ácida. Mas qual era ele? Enquanto estufava sempre mais a boca pensava. Não sabia. Seria o frio ou o quente? Seria o gêmeo de olhos silenciosos e edemaciados?
Cuspiu aquilo que lhe calara a voz, lembrou-se de Augusto. Não se via pantera, nem enterrava sua ultima quimera, porém a mudez carregava o escarro da boca que o beijara, ou nem beijara.Pois que senão teria sido uma noite comum.
''A insensatez que você fez, coração mais sem cuidado, fez chorar de dor o meu amor, um amor tão delicado...
quem semeia vento, diz a razão, colhe sempre tempestade...'' (Vinícius de Moraes)
sexta-feira, 23 de maio de 2008
Todo Tudo
É quando fecho os olhos
que vivo tudo, e todo
Fecho os olhos
quando tudo acontece
quando todo é apenas uma parte
Fecho os olhos
como tudo é real
como todo é fantasia
Fecho os olhos
pois que tudo é demasia
pois que todo é de deus
Fecho os olhos
já que tudo nasceu
já que todo é passional
Fecho os olhos
tudo clareia com o teu beijo
todo me preencho
e vivo tudo
todo
''E onde quer que eu esteja, o nosso amor tem brilho...vou ver o teu sinal'' (Oswaldo Montenegro)
que vivo tudo, e todo
Fecho os olhos
quando tudo acontece
quando todo é apenas uma parte
Fecho os olhos
como tudo é real
como todo é fantasia
Fecho os olhos
pois que tudo é demasia
pois que todo é de deus
Fecho os olhos
já que tudo nasceu
já que todo é passional
Fecho os olhos
tudo clareia com o teu beijo
todo me preencho
e vivo tudo
todo
''E onde quer que eu esteja, o nosso amor tem brilho...vou ver o teu sinal'' (Oswaldo Montenegro)
terça-feira, 20 de maio de 2008
Teu sentimento meu
Sentimento teu
É minha propriedade amada
É minha saudade desamparada
A busca incessante de alguma paz
Sentimento meu
Nem sempre é aquele que a mim pertence
É aquele que vence sem competir
É como aquele que acredita num Deus que ainda há de vir
Sentimento teu
Carrega a minha imagem e semelhança
A minha lembrança, a esperança, de um dia te ter
Carrega também algum sentimento meu em você
Sentimento meu anda junto ao teu
Na participação da poesia
Na ascensão gritante da minha alegria
Sentimento meu
Sempre serás teu
Desde que te lembres[e aceite]
A minha morada dentro de ti
‘’Vieste na hora exata com ares de festa e lua de prata, vieste com encantos, vieste com beijos silvestres colhidos pra mim...Vieste com a natureza, com as mãos camponesas plantadas em mim, vieste com a cara e a coragem, com malas viagens, pra dentro de mim, meu amor...‘’ (Lenine)
É minha propriedade amada
É minha saudade desamparada
A busca incessante de alguma paz
Sentimento meu
Nem sempre é aquele que a mim pertence
É aquele que vence sem competir
É como aquele que acredita num Deus que ainda há de vir
Sentimento teu
Carrega a minha imagem e semelhança
A minha lembrança, a esperança, de um dia te ter
Carrega também algum sentimento meu em você
Sentimento meu anda junto ao teu
Na participação da poesia
Na ascensão gritante da minha alegria
Sentimento meu
Sempre serás teu
Desde que te lembres[e aceite]
A minha morada dentro de ti
‘’Vieste na hora exata com ares de festa e lua de prata, vieste com encantos, vieste com beijos silvestres colhidos pra mim...Vieste com a natureza, com as mãos camponesas plantadas em mim, vieste com a cara e a coragem, com malas viagens, pra dentro de mim, meu amor...‘’ (Lenine)
sábado, 17 de maio de 2008
Compreensão ou não
Eu compreendo
o cantar assim, o olhar malicioso
compreendo
os teus passos, teu ego precioso
Eu compreendo
teus vícios, necessidades
a bagunça do meu quarto
até mesmo a da cidade
Eu compreendo
tua vida, querida
compreendo
teu riso, o gozo e a festa
Compreendo também [por fim]
a desordem que tua guerra traz
a maturação de Freud
as lágrimas de Nietzsche
Só não compreendo
sua mente que não te deixa se livrar de mim
mas seu coração que não admite
me pede
pra te deixar em paz
''Deixa em paz meu coração, que ele é um pote até aqui de mágoa...e qualquer desatenção, faça não! Pode ser a gota d'água...'' (Chico Buarque)
o cantar assim, o olhar malicioso
compreendo
os teus passos, teu ego precioso
Eu compreendo
teus vícios, necessidades
a bagunça do meu quarto
até mesmo a da cidade
Eu compreendo
tua vida, querida
compreendo
teu riso, o gozo e a festa
Compreendo também [por fim]
a desordem que tua guerra traz
a maturação de Freud
as lágrimas de Nietzsche
Só não compreendo
sua mente que não te deixa se livrar de mim
mas seu coração que não admite
me pede
pra te deixar em paz
''Deixa em paz meu coração, que ele é um pote até aqui de mágoa...e qualquer desatenção, faça não! Pode ser a gota d'água...'' (Chico Buarque)
sexta-feira, 16 de maio de 2008
Engarrafamento I

Mais uma noite. O retorno de um dia exaustivo de trabalho fez um pacto com minha dor de cabeça. Meu interior é vasto de preocupações e pensamentos, mais um do que o outro. O carro é pequeno demais para mim. Trânsito engarrafado já virou uma terapia diária. Ouço ao longe no meu rádio a mesma música chata que toca todos os dias, no mesmo horário e que tenta me convencer a cantá-la. Mas eu não tenho tempo para isso.
Lembro-me dos tempos de minha juventude, a música já não é a mesma...Por onde andam meus antigos companheiros de banda? Não tenho tempo para procurá-los. O trânsito avançou e nem me dei conta. Supri a grande distância de cerca de dez metros que me separava do carro da frente. Tiro um ‘’CD’’ em meio a vários semelhantes, mas não me preocupo com qual seja. Inicia-se a música ’’Sinal Fechado’’. Por onde andam meus amigos? Volto a pensar nos companheiros. Tempos bons!
‘’Tanta coisa que eu tinha a dizer, mas sumi na poeira das ruas...’’.Que verso! Minha dor de cabeça quebra o pacto. Nem sei mesmo se ela passou, esqueci, talvez eu que tenha rompido com ela. As minhas lembranças teimavam em vir à tona. Dei-me conta que estava sorrindo. Ah, quanto tempo não sorrio. Não tenho tempo para isso.
O transito flui um pouco, mas eu, ironicamente, fico retido ao sinal, rindo dele, vermelho de raiva. Uma leve vontade de rever meus amigos me acomete. Imagino...
‘’-...beber alguma coisa rapidamente...’’
‘’- Pra semana...’’
‘’- O sinal...’’
‘’- Vai abrir...vai abrir...’’
‘’- Prometo não esqueço...’’
‘’- Por favor não esqueça...’’
‘’- Adeus...’’
‘’- Adeus...’’
Abriu. Quem sabe amanhã, no próximo engarrafamento, eu tenha tempo para o próprio, minha dor de cabeça...Meus amigos? Não tenho tempo para isso.
''E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências…'' (Vinícius de Moraes)
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Incertezas do poeta covarde
Até onde o poeta fingirá?
Além dos corpos alheios, dos amantes?
Até o acordar de sonhos delirantes?
Além do medo de amar?
Fingidor
fin gi dor
Fingi dor
Fingido!
Até quando o poeta serás um amador?
Talvez num tempo de delicadeza plena?
Até durar a insensatez terrena?
Talvez num momento de esplendor?
Amador
A ma dor
Ama dor
NÃO AMADO!
Tu és pobre, poeta?
Podre?
Tu és nobre, poeta?
Nobre...
''Deixa tudo como está, e se puder sem medo...'' Oswaldo Montenegro
Além dos corpos alheios, dos amantes?
Até o acordar de sonhos delirantes?
Além do medo de amar?
Fingidor
fin gi dor
Fingi dor
Fingido!
Até quando o poeta serás um amador?
Talvez num tempo de delicadeza plena?
Até durar a insensatez terrena?
Talvez num momento de esplendor?
Amador
A ma dor
Ama dor
NÃO AMADO!
Tu és pobre, poeta?
Podre?
Tu és nobre, poeta?
Nobre...
''Deixa tudo como está, e se puder sem medo...'' Oswaldo Montenegro
quarta-feira, 14 de maio de 2008
O melhor da ''Dança do Quadrado''...
Qual a boa da vez? Mais uma inovação fantástica na música brasileira. É com muito orgulho e emoção que escrevo para falar das novas contribuições musicais.
Dessa vez é cada um no seu quadrado. Dance no seu quadrado, e dance bonito, só não vale pisar na linha! Eu só espero que façam com a ilustríssima Sharon o que fizeram com o nosso ‘’Mc Créu’’, saiam com ela na rua perguntando às pessoas o que elas acham da música. ‘’Mc Créu’’ ouviu coisas que não queria mesmo ouvir! Mas deixemos o ‘’Créu’’ de lado, já passou, inclusive recebi a notícia que a mulher melancia está gravando um cd! Em breve mais letras de qualidade!
Chico, meu querido Chico...tu que dissestes que ‘’cada paralelepípedo da velha cidade essa noite vai se arrepiar’’ por que não pensastes nisso? Será que se tu tivesses feito ‘’cada um no seu paralelepípedo’’ terias feito mais sucesso? Claro!
Lembram dos bichinhos? Pois é, eles voltaram! Macaquinho no seu quadrado. Gaivota no seu quadrado. Dessa vez abriram espaço pros Crustáceos também. O siri tem seu quadrado, e por que não?
Resgataram nosso folclore mas sacanearam! Puseram logo o Saci, pulando numa perna só nos quatro cantos do quadrado! Coitado do Saci. Monteiro Lobato, grande mestre, deve lamentar onde quer que estejas pela maneira como lembram do Saci.
Cicarelli e Robinho são figuras conhecidas em todo o Brasil e também não escaparam. Mas que tal imaginarmos o Lula em seu quadrado? Seria complicado, ele não vê nada, pisaria rapidinho na linha. Melhor!? Nosso digníssimo governador do estado do Ceará no seu quadrado? Não, melhor não! Ele iria querer levar a sogra, o sogro, a mulher...sobrinhos! Não ia dar, porque é cada um no seu respectivo quadrado! Mas se fosse ele só, dançaria bem, é difícil andar na linha e pisar então nem se fala! Logo, CID seria o melhor dançarino do novo hit! Vamos votar nele novamente!
‘’Grande pátria desimportante, em nenhum instante. Eu vou te trair! Não, não vou de trair!’’ (Brasil - Cazuza/Nilo Roméro/George Israel)
Dessa vez é cada um no seu quadrado. Dance no seu quadrado, e dance bonito, só não vale pisar na linha! Eu só espero que façam com a ilustríssima Sharon o que fizeram com o nosso ‘’Mc Créu’’, saiam com ela na rua perguntando às pessoas o que elas acham da música. ‘’Mc Créu’’ ouviu coisas que não queria mesmo ouvir! Mas deixemos o ‘’Créu’’ de lado, já passou, inclusive recebi a notícia que a mulher melancia está gravando um cd! Em breve mais letras de qualidade!
Chico, meu querido Chico...tu que dissestes que ‘’cada paralelepípedo da velha cidade essa noite vai se arrepiar’’ por que não pensastes nisso? Será que se tu tivesses feito ‘’cada um no seu paralelepípedo’’ terias feito mais sucesso? Claro!
Lembram dos bichinhos? Pois é, eles voltaram! Macaquinho no seu quadrado. Gaivota no seu quadrado. Dessa vez abriram espaço pros Crustáceos também. O siri tem seu quadrado, e por que não?
Resgataram nosso folclore mas sacanearam! Puseram logo o Saci, pulando numa perna só nos quatro cantos do quadrado! Coitado do Saci. Monteiro Lobato, grande mestre, deve lamentar onde quer que estejas pela maneira como lembram do Saci.
Cicarelli e Robinho são figuras conhecidas em todo o Brasil e também não escaparam. Mas que tal imaginarmos o Lula em seu quadrado? Seria complicado, ele não vê nada, pisaria rapidinho na linha. Melhor!? Nosso digníssimo governador do estado do Ceará no seu quadrado? Não, melhor não! Ele iria querer levar a sogra, o sogro, a mulher...sobrinhos! Não ia dar, porque é cada um no seu respectivo quadrado! Mas se fosse ele só, dançaria bem, é difícil andar na linha e pisar então nem se fala! Logo, CID seria o melhor dançarino do novo hit! Vamos votar nele novamente!
‘’Grande pátria desimportante, em nenhum instante. Eu vou te trair! Não, não vou de trair!’’ (Brasil - Cazuza/Nilo Roméro/George Israel)
terça-feira, 13 de maio de 2008
Angústia

Estranhei a vontade de acordar e falar com você.
Ouvir a tua voz, te desejar um bom dia!
Daqueles que o sorriso sobra de orelha a orelha.
Ouvir o teu riso, uma melodia bela e simples.
Não tinhas obrigação de me falares nada.
Um bom dia mudo, se perdeu no vácuo!
O sorriso não acompanhou a contração da face.
O riso não se propagou e a melodia não aconteceu.
Penso que te faço mal.
Talvez eu seja mesmo um estorvo.
Um pouco sacal.
Penso demais.
Talvez eu seja pouca canção.
Não faço carnaval no seu coração.
''Abre essa janela, primavera quer entrar...pra fazer da nossa voz uma só nota...'' Marcelo Camelo
segunda-feira, 12 de maio de 2008
Acalanto
Então deitas no meu colo
que eu afago o teu cabelo
Quero te ver dormir
imaginar teus sonhos
Posso presenciar um pesadelo
causado por teus semelhantes
Pode chover
mas a chuva incessante
esta não terá a minha atenção
Pois que no meu coração
haverá sol
e só este iluminará os quartos
Então não restará nada impuro
a chuva também se encanta com teu sono
Quero te ver acordar
ao teu lado ficar [ louco]
talvez dormir [tanto]
Só pra sonhar
com o teu canto de acalanto
''Será que é tempo que lhe falta pra perceber, será que temos esse tempo pra perder? E quem quer saber? A vida é tão rara. Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma, até quando o corpo pede um pouco mais de alma, eu sei. A vida não para!'' (Lenine)
que eu afago o teu cabelo
Quero te ver dormir
imaginar teus sonhos
Posso presenciar um pesadelo
causado por teus semelhantes
Pode chover
mas a chuva incessante
esta não terá a minha atenção
Pois que no meu coração
haverá sol
e só este iluminará os quartos
Então não restará nada impuro
a chuva também se encanta com teu sono
Quero te ver acordar
ao teu lado ficar [ louco]
talvez dormir [tanto]
Só pra sonhar
com o teu canto de acalanto
''Será que é tempo que lhe falta pra perceber, será que temos esse tempo pra perder? E quem quer saber? A vida é tão rara. Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma, até quando o corpo pede um pouco mais de alma, eu sei. A vida não para!'' (Lenine)
quarta-feira, 7 de maio de 2008
Cinzas
Se tudo não passou de brincadeira
senta logo na cadeira
e conta um conto de amores e paixões
Para embalar em versos e canções
para que a poesia se refaça
Meu bem renasça como a ave das cinzas
que sobrevoa teu ventre
Puxa o cinzeiro e apaga o teu cigarro
expira esse trago que te inunda de ilusão
Pois em toda alusão da tua figura
estou eu a tua procura no céu
Não te escondes nesse véu estampado de farsas
não me conta histórias falsas
que eu não quero tolerar
Me incomodas teu riso
profana
Nem por toda beleza de Roxana
me demoraria mais
Então acende teu cigarro
que eu prometo não olhar para trás
''O carneiro sacrificado morre, o amor morre, só a arte não...'' Chico César
senta logo na cadeira
e conta um conto de amores e paixões
Para embalar em versos e canções
para que a poesia se refaça
Meu bem renasça como a ave das cinzas
que sobrevoa teu ventre
Puxa o cinzeiro e apaga o teu cigarro
expira esse trago que te inunda de ilusão
Pois em toda alusão da tua figura
estou eu a tua procura no céu
Não te escondes nesse véu estampado de farsas
não me conta histórias falsas
que eu não quero tolerar
Me incomodas teu riso
profana
Nem por toda beleza de Roxana
me demoraria mais
Então acende teu cigarro
que eu prometo não olhar para trás
''O carneiro sacrificado morre, o amor morre, só a arte não...'' Chico César
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
Era apenas carnaval...
Como se não bastasse o escândalo dos cartões corporativos (esquecido durante esse carnaval), mais uma vez atentaram contra a inteligência do povo brasileiro.
Porém dessa vez o crime não foi político, e sim cultural! Isso também já não é nenhuma novidade! Afinal, já escutamos grandes ''clássicos descartáveis'' como: o bonde do tigrão, o MC Serginho reforçado pela bela performace da lacraia com a ‘’éguinha pocotó’’ que não agüentou a pressão do jumento e do cavalinho, e que eu sinceramente acho que essa bicharada acabou esquecida em algum zoológico por aí. É inegável o sucesso que fizeram, mas o tempo passou, eram outros carnavais! A nova onda agora é dançar o ‘’Creu’’!
Você precisa dançar o ‘’Creu’’ sim! É Claro! Não pode ser qualquer um! Pois pra se dançar o ‘’Creu’’ tem que ter disposição e habilidade! Até aí seria tolerável, se a música não fosse só isso! Tudo bem... Eu assumo que estou sendo bastante injusto. O ‘’Creu’’ acrescenta grandes inovações à música brasileira. Agora o neologismo sem fundamento que sempre aparece se repete em cinco velocidades! E vejam só, quando chega na velocidade três, segundo nosso ilustríssimo compositor, fica difícil de se aprender!
Bem, pelo menos foi perceptível para muitos a maior inovação do nosso querido MC Creu! Pelo menos dessa vez ele não prendeu a bicharada a sua música, o que faz dele uma pessoa muito preocupada com a nossa fauna. É que ele prefere os bichos soltos, sabe? Porque a grande verdade é que ele fez o favor de resgatar aqueles animaizinhos que eu julgava que haviam sido esquecidos num zoológico! É que nesse carnaval todos estavam dispostos, habilidosos e dançando o ‘’Creu’’ na velocidade cinco!
Enquanto isso nossos membros do governo estavam pegando camisinha do posto de saúde, pois agora é preciso cautela ao usar os cartões! E vale salientar que esses preservativos vinham sem lubrificante, poucas pessoas se importaram como eu, porque estando sóbrio e sem lubrificação fica difícil ‘’relaxar e gozar’’. Para as outras que nem notaram, era apenas Carnaval.
‘’O Brasil sempre será o país do futuro. O Brasil não é um país sério!’’ (Gen. Charles de Gaulle)
Porém dessa vez o crime não foi político, e sim cultural! Isso também já não é nenhuma novidade! Afinal, já escutamos grandes ''clássicos descartáveis'' como: o bonde do tigrão, o MC Serginho reforçado pela bela performace da lacraia com a ‘’éguinha pocotó’’ que não agüentou a pressão do jumento e do cavalinho, e que eu sinceramente acho que essa bicharada acabou esquecida em algum zoológico por aí. É inegável o sucesso que fizeram, mas o tempo passou, eram outros carnavais! A nova onda agora é dançar o ‘’Creu’’!
Você precisa dançar o ‘’Creu’’ sim! É Claro! Não pode ser qualquer um! Pois pra se dançar o ‘’Creu’’ tem que ter disposição e habilidade! Até aí seria tolerável, se a música não fosse só isso! Tudo bem... Eu assumo que estou sendo bastante injusto. O ‘’Creu’’ acrescenta grandes inovações à música brasileira. Agora o neologismo sem fundamento que sempre aparece se repete em cinco velocidades! E vejam só, quando chega na velocidade três, segundo nosso ilustríssimo compositor, fica difícil de se aprender!
Bem, pelo menos foi perceptível para muitos a maior inovação do nosso querido MC Creu! Pelo menos dessa vez ele não prendeu a bicharada a sua música, o que faz dele uma pessoa muito preocupada com a nossa fauna. É que ele prefere os bichos soltos, sabe? Porque a grande verdade é que ele fez o favor de resgatar aqueles animaizinhos que eu julgava que haviam sido esquecidos num zoológico! É que nesse carnaval todos estavam dispostos, habilidosos e dançando o ‘’Creu’’ na velocidade cinco!
Enquanto isso nossos membros do governo estavam pegando camisinha do posto de saúde, pois agora é preciso cautela ao usar os cartões! E vale salientar que esses preservativos vinham sem lubrificante, poucas pessoas se importaram como eu, porque estando sóbrio e sem lubrificação fica difícil ‘’relaxar e gozar’’. Para as outras que nem notaram, era apenas Carnaval.
‘’O Brasil sempre será o país do futuro. O Brasil não é um país sério!’’ (Gen. Charles de Gaulle)
domingo, 27 de janeiro de 2008
Sístole e Diástole
Ela tem medo de não conseguir realizar-se
só não realiza os seus planos
Ela tem medo dos seus sonhos
só não quer acordar dos desenganos
Ela tem medo dos desejos que sente
só não se conforma com o que ja és desejadamente
Por Muitos Tão Poucos
Por Tantos Tão Loucos
Ela tem medo de vagar pela longa estrada
só não de escolher a porta errada
Ela tem medo de amar
só não quer deixar de ser amada
Ela tem medo da solidão só tem um coração
que bate
PorTantos PorPoucos
PorMuitos PorLoucos
''Para alguém especial...a qual desejo uma felicidade infinita...''
só não realiza os seus planos
Ela tem medo dos seus sonhos
só não quer acordar dos desenganos
Ela tem medo dos desejos que sente
só não se conforma com o que ja és desejadamente
Por Muitos Tão Poucos
Por Tantos Tão Loucos
Ela tem medo de vagar pela longa estrada
só não de escolher a porta errada
Ela tem medo de amar
só não quer deixar de ser amada
Ela tem medo da solidão só tem um coração
que bate
PorTantos PorPoucos
PorMuitos PorLoucos
''Para alguém especial...a qual desejo uma felicidade infinita...''
sábado, 26 de janeiro de 2008
Pedaço de mim
Oh, pedaço de mim
Oh, metade afastada de mim
Leva o teu olhar
Que a saudade é o pior tormento
É pior do que o esquecimento
É pior do que se entrevar
Oh, pedaço de mim
Oh, metade exilada de mim
Leva os teus sinais
Que a saudade dói como um barco
Que aos poucos descreve um arco
E evita atracar no cais
Oh, pedaço de mim
Oh, metade arrancada de mim
Leva o vulto teu
Que a saudade é o revés de um parto
A saudade é arrumar o quarto
Do filho que já morreu
Oh, pedaço de mim
Oh, metade amputada de mim
Leva o que há de ti
Que a saudade dói latejada
É assim como uma fisgada
No membro que já perdi
Oh, pedaço de mim
Oh, metade adorada de mim
Lava os olhos meus
Que a saudade é o pior castigo
E eu não quero levar comigo
A mortalha do amor
Adeus
Composição: Chico Buarque
''Eis que um dia encontrarei um pedaço de mim, por aí...vou sorrir, foi melhor assim...''
Oh, metade afastada de mim
Leva o teu olhar
Que a saudade é o pior tormento
É pior do que o esquecimento
É pior do que se entrevar
Oh, pedaço de mim
Oh, metade exilada de mim
Leva os teus sinais
Que a saudade dói como um barco
Que aos poucos descreve um arco
E evita atracar no cais
Oh, pedaço de mim
Oh, metade arrancada de mim
Leva o vulto teu
Que a saudade é o revés de um parto
A saudade é arrumar o quarto
Do filho que já morreu
Oh, pedaço de mim
Oh, metade amputada de mim
Leva o que há de ti
Que a saudade dói latejada
É assim como uma fisgada
No membro que já perdi
Oh, pedaço de mim
Oh, metade adorada de mim
Lava os olhos meus
Que a saudade é o pior castigo
E eu não quero levar comigo
A mortalha do amor
Adeus
Composição: Chico Buarque
''Eis que um dia encontrarei um pedaço de mim, por aí...vou sorrir, foi melhor assim...''
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