Eu compreendo
o cantar assim, o olhar malicioso
compreendo
os teus passos, teu ego precioso
Eu compreendo
teus vícios, necessidades
a bagunça do meu quarto
até mesmo a da cidade
Eu compreendo
tua vida, querida
compreendo
teu riso, o gozo e a festa
Compreendo também [por fim]
a desordem que tua guerra traz
a maturação de Freud
as lágrimas de Nietzsche
Só não compreendo
sua mente que não te deixa se livrar de mim
mas seu coração que não admite
me pede
pra te deixar em paz
''Deixa em paz meu coração, que ele é um pote até aqui de mágoa...e qualquer desatenção, faça não! Pode ser a gota d'água...'' (Chico Buarque)
sábado, 17 de maio de 2008
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