quinta-feira, 15 de maio de 2008

Incertezas do poeta covarde

Até onde o poeta fingirá?
Além dos corpos alheios, dos amantes?
Até o acordar de sonhos delirantes?
Além do medo de amar?

Fingidor
fin gi dor
Fingi dor
Fingido!

Até quando o poeta serás um amador?
Talvez num tempo de delicadeza plena?
Até durar a insensatez terrena?
Talvez num momento de esplendor?

Amador
A ma dor
Ama dor
NÃO AMADO!

Tu és pobre, poeta?
Podre?
Tu és nobre, poeta?
Nobre...

''Deixa tudo como está, e se puder sem medo...'' Oswaldo Montenegro

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