quarta-feira, 7 de maio de 2008

Cinzas

Se tudo não passou de brincadeira
senta logo na cadeira
e conta um conto de amores e paixões
Para embalar em versos e canções
para que a poesia se refaça
Meu bem renasça como a ave das cinzas
que sobrevoa teu ventre
Puxa o cinzeiro e apaga o teu cigarro
expira esse trago que te inunda de ilusão
Pois em toda alusão da tua figura
estou eu a tua procura no céu
Não te escondes nesse véu estampado de farsas
não me conta histórias falsas
que eu não quero tolerar
Me incomodas teu riso

profana
Nem por toda beleza de Roxana
me demoraria mais
Então acende teu cigarro
que eu prometo não olhar para trás

''O carneiro sacrificado morre, o amor morre, só a arte não...'' Chico César

2 comentários:

Elenita de Castro disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Elenita de Castro disse...

Não leve na brincadeira,
Se fico inquieta na cadeira
É porque tenho coração
Não me importo com os versos
Ou mesmo com as cinzas
O meu ventre fez feridas
Que já cansei de pedir perdão
Puxo o cinzeiro e dou mais um trago
Inspiro o cigarro que te inunda de memórias
Pois em toda alusão há lembrança,
Coisa de criança que busca por troféu
(..)
Me incomodas o teu pranto
Infame
Não se trata de beleza
Só achei o meu lugar
Então acendo outro cigarro
Agora vai, pode me odiar


Quis brincar um pouco com o texto, mas não por falta de respeito, é que achei legal a idéia de mostrar os dois lados. Desculpa a minha falta de vocação para a poesia, mas tome como elogio essa tentativa, mesmo que frustrada. Você sabe mais do que ninguém que não é minha praia.

Belo texto, mesmo. Gostei principalmente da frase "expira esse trago que te inunda de ilusão".